Psicanálise para quê?
O sofrimento mental possui diversas manifestações. Algumas vezes, sua forte intensidade atrapalha a vida de tal forma que impossibilita aquele que padece de viver, amar, trabalhar. O tratamento psicanalítico acolhe essas questões do sujeito: amor, família, trabalho, sentido da vida, relações sociais, fenômenos psicossomáticos, dentre tantas outras, que podem ser abordadas pelo sujeito sem julgamentos morais ou conselhos normativos. Esse processo de escuta e intervenção específico do tratamento analítico pode ajudar o sujeito a entender e se reposicionar em relação às suas repetições, angústias e inibições para uma vida com mais liberdade e menos sofrimento psíquico.


Larissa Figueiredo
Psicanalista de orientação lacaniana.
Através do percurso de uma análise é possível acessar um desejo inédito, o desejo de analista. É somente através da análise pessoal que se torna possível desfazer a confusão que há entre o desejo de analista e a fantasia de ser analista. Assim, a análise pessoal é uma das sustentações do tripé da formação analítica.
Não sendo psicanalista uma profissão, mas um ofício, cada análise é levada de forma singular: cada analista é um analista diferente a cada analisando, fazendo semblante conforme o objeto inconsciente do sujeito. Este objeto, vazio em essência, é encarnado pelo analista que deve atuar, não com o seu Ser, mas com o seu des-ser. Torna-se então possível uma análise em que aquele que a demanda seja verdadeiramente levado a sério no que diz.
A formação teórica e a supervisão compõem o restante do tripé do percurso formativo. Apesar dos apelos publicitários e mercadológicos de supostas escolas de supostas psicanálises, uma formação se revela consistente e preocupada com o rigor teórico e clínico quando referenciada numa escola que sustenta a causa psicanalítica com ética e sem garantias falaciosas de diplomas ou carteirinhas.
Sustentada pelo Desejo do Analista, a prática clínica de orientação lacaniana, fundamenta-se na teoria freudiana relida e atualizada por Jacques Lacan, que amplia o território do inconsciente para o campo lacaniano por excelência, o campo do gozo. A partir d'Isso, a clínica torna-se viva e, para além das formalidades enrijecidas da psicologia do ego, está empenhada em que o percurso do tratamento tenha um começo, um meio e um fim. Por isso, a formação do analista é permanente e tem relação com a causa. Essa duração indeterminada é condição sine qua non para a atuação do analista na clínica e para seu posicionamento na interface da psicanálise com a Polis.
Meu nome é Larissa Figueiredo e, após anos de estudos psicanalíticos não direcionados, há 6 anos decidi orientar a minha formação analítica teórica pelo Fórum do Campo Lacaniano de Fortaleza, escola com a qual mantenho, atualmente, a mais aprofundada transferência de trabalho. Atuo na clínica com jovens e adultos, no consultório ou de forma remota, nos casos necessários.
Minhas áreas atuais de aprofundamento no arcabouço teórico psicanalítico são: psicanálise literatura, fenômenos psicossomáticos, trabalho e sofrimento na contemporaneidade, inteligência artificial e o sujeito do inconsciente, os nomes do pai, maternidade e feminilidade, trauma e repetição, gozo e o sujeito contemporâneo.

A experiência psicanalítica propõe àquele que a vivencia a se deparar com a emergência do sujeito do inconsciente. É aí que o analista vem operar, para que a repetição neurótica não seja mais um destino inevitável para quem dela se queixa, e é daí que pode advir um novo desejo, com o qual é possível viver sem tanto sofrimento e com maior liberdade.

O Tratamento Psíquico pela Psicanálise
Para a psicanálise, o sintoma tem significado, um significado particular para o sujeito. É essa investigação o principal motor do início do tratamento analítico.
Esse significado está escrito pela linguagem, de forma inconsciente. O analista está apto a escutar e intervir no enigma de cada sujeito que o procura para uma psicanálise.